Moringa Oleífera

Apesar de encontrarmos muito em termos de pesquisas a respeito das vantagens da Moringa Oleífera divulgadas pelos mais respeitáveis centros de pesquisas do Brasil e do exterior, com análises de nutrientes, vitaminas, proteínas, carboidratos nas folhas, alta produtividade de óleo alimentício e o poder de clarificar a água, muito pouco encontramos em termos de tecnologias para transformar esta riqueza em negócio que viabilize uma cadeia produtiva e passe a beneficiar o sertão nordestino. Sem tecnologia disponível para viabilizar a cadeia produtiva, com plano de negócio mostrando a viabilidade econômica não existem investidores para viabilizar a nova cadeia produtiva.

Após três anos de pesquisas e desenvolvimento de processos produtivos para extrair estas riquezas de forma economicamente viável, a CLAEFF entrou com pedido de patentes de processos produtivos para produtos da semente e da folha da moringa. Elaborada uma pequena planta piloto, passamos a mostrar para o mercado as possibilidades de viabilização da nova cadeia produtiva, mesmo diante das dificuldades iniciais para divulgação.

Recentemente, foram fechados os primeiros contratos com alguns parceiros, nos quais já estão plantados 300 hectares. Este primeiro contrato viabiliza a fabricação de óleo extra virgem e óleo de segunda prensagem com possibilidade de atender os segmentos de alimentos e de cosméticos, produto em pó aditivado para tratamento de água e resíduos sem a aplicação de químicos inorgânicos e produto proteinado para ração animal. Estamos vendo este começo como a primeira chuva que cai no sertão, mostrando que o inverno vai prometer uma grande colheita. Encontra-se em fase de negociação um projeto para fabricação de produtos da folha da moringa, que gera mais cinco produtos com a geração de bioenergia.

São mais 2000 hectares com tecnologia mecanizada de colheita das folhas e, a partir dela, a fabricação de aditivos alimentares ricos em proteínas, vitaminas, sais minerais. Podemos afirmar com propriedade e convicção que a Moringa Oleífera será para o Nordeste, um ativo de maior retorno econômico do que a cana de açúcar é para a Zona da Mata e para o Sudeste, não podendo ser comparada com a mamona que tinha somente uma via de faturamento com baixo valor agregado, motivo de sua inviabilidade financeira. Claudio Truchlaeff Diretor Presidente da Claeff Engenharia e Produtos Químicos Ltda

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